Pai não devolveu o filho nas férias: o que a mãe pode fazer
- Patrícia Noel
- 18 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Quando o combinado acaba e o silêncio começa
O acordo dizia domingo. O plano falava em horário. As férias tinham data para terminar.
Mas o pai não devolveu o filho.
Não atende. Não responde. E a mãe fica sem saber se age, espera ou se está exagerando.
Essa situação é mais comum do que parece —especialmente nas férias escolares.
Isso não é “conflito de ex”. É descumprimento.
Quando existe um plano de convivência ou uma decisão judicial fixando datas e horários, o que está escrito precisa ser cumprido.
Não é sugestão. Não é flexível por vontade própria. Não depende do humor do outro genitor.
O descumprimento gera consequências legais.
O erro que paralisa muitas mães
A maioria das mães faz a mesma coisa:
– Espera
– Tenta conversar
– Evita “criar problema”
– Pensa no impacto emocional no filho
Enquanto isso, o outro genitor:
– Normaliza o atraso
– Amplia o tempo indevidamente
– Testa limites
– Transforma exceção em regra
E o problema se repete a cada férias.
O que a lei permite fazer (de forma clara)
A legislação brasileira protege:
✔ o direito da criança
✔ o cumprimento da convivência
✔ a autoridade das decisões judiciais
Quando há descumprimento, é possível:
– Pedir providências urgentes
– Requerer aplicação de medidas legais
– Revisar o plano de convivência
– Documentar o comportamento para futuras decisões
Tudo depende de como o caso é conduzido desde o início.
O detalhe que muda tudo: prova e postura
Mensagens.
Horários.
Tentativas de contato.
Histórico de atrasos.
Não se trata de confronto — mas de organização estratégica da situação.
Quem age sem orientação costuma:
– Falar demais
– Ameaçar
– Perder provas
– Enfraquecer a própria posição
Por que isso explode nas férias
Porque nas férias:
– O tempo de convivência é maior
– A rotina some
– Conflitos antigos reaparecem
– O outro genitor testa limites
E quando não há regras claras ou respeito a elas, o caos se instala.
O impacto não é só jurídico — é emocional
A criança percebe.
A mãe sofre.
O vínculo se desgasta.
E o que começa como “só um atraso” pode virar um padrão difícil de reverter.
Se o combinado não está sendo cumprido e você sente que perdeu o controle da situação, não trate isso como algo pequeno.
Busque orientação jurídica antes que o problema se repita.
Em família, silêncio também é decisão — e costuma sair caro.

