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Pai não devolveu o filho nas férias: o que a mãe pode fazer


Quando o combinado acaba e o silêncio começa


O acordo dizia domingo. O plano falava em horário. As férias tinham data para terminar.


Mas o pai não devolveu o filho.


Não atende. Não responde. E a mãe fica sem saber se age, espera ou se está exagerando.


Essa situação é mais comum do que parece —especialmente nas férias escolares.


Isso não é “conflito de ex”. É descumprimento.


Quando existe um plano de convivência ou uma decisão judicial fixando datas e horários, o que está escrito precisa ser cumprido.


Não é sugestão. Não é flexível por vontade própria. Não depende do humor do outro genitor.


O descumprimento gera consequências legais.


O erro que paralisa muitas mães


A maioria das mães faz a mesma coisa:


– Espera

– Tenta conversar

– Evita “criar problema”

– Pensa no impacto emocional no filho


Enquanto isso, o outro genitor:

– Normaliza o atraso

– Amplia o tempo indevidamente

– Testa limites

– Transforma exceção em regra


E o problema se repete a cada férias.


O que a lei permite fazer (de forma clara)


A legislação brasileira protege:


✔ o direito da criança

✔ o cumprimento da convivência

✔ a autoridade das decisões judiciais


Quando há descumprimento, é possível:

– Pedir providências urgentes

– Requerer aplicação de medidas legais

– Revisar o plano de convivência

– Documentar o comportamento para futuras decisões


Tudo depende de como o caso é conduzido desde o início.


O detalhe que muda tudo: prova e postura


Mensagens.

Horários.

Tentativas de contato.

Histórico de atrasos.


Não se trata de confronto — mas de organização estratégica da situação.


Quem age sem orientação costuma:

– Falar demais

– Ameaçar

– Perder provas

– Enfraquecer a própria posição


Por que isso explode nas férias


Porque nas férias:


– O tempo de convivência é maior

– A rotina some

– Conflitos antigos reaparecem

– O outro genitor testa limites


E quando não há regras claras ou respeito a elas, o caos se instala.


O impacto não é só jurídico — é emocional


A criança percebe.

A mãe sofre.

O vínculo se desgasta.


E o que começa como “só um atraso” pode virar um padrão difícil de reverter.


Se o combinado não está sendo cumprido e você sente que perdeu o controle da situação, não trate isso como algo pequeno.


Busque orientação jurídica antes que o problema se repita.


Em família, silêncio também é decisão — e costuma sair caro.


Criado por Patrícia Noel Advocacia

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